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“Bilbo Bolseiro é um hobbit que leva uma vida confortável e sem ambições, raramente aventurando-se para além de sua despensa ou sua adega. Mas seu contentamento é perturbado quando Gandalf, o mago, e uma companhia de anões batem em sua porta e levam-no para uma expedição que mudaria sua vida”.

De filmes, não entendo. Ou melhor, meus gostos para filmes existem quando enxergo neles qualidade literária. E de livros eu entendo, pois gosto muito de ler. “O Hobbit” foi apenas mais um que passou por minha vasta bibliografia. Assim, posso afirmar que se trata de uma obra prima que mistura a ação insinuante de “O senhor dos anéis” com todo o humorismo e doçura dos melhores contos de fada da Disney.

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O filme baseado no livro, sob a direção de Peter Jackson, estreou na última sexta-feira nos cinemas brasileiros. Provavelmente, conforme a trilogia original, a adaptação será uma crescente que assomará a um impactante final. Assim como diversas adaptações literárias ao cinema, há uma tendência bastante evidente nesta película: a gênese do livro não basta. É necessária a adição de elementos extras – hollywoodianos – à narrativa.

Assisti ao filme e posso dizer que não me arrependi. Apesar de temer a encheção de linguiça da transposição de um livro de 300 páginas para três filmes de longuíssima duração, o Hobbit me agradou. Notei os mesmos elementos de sucesso de “O Senhor dos Anéis”: adaptação bem feita, belíssimos efeitos de computação gráfica e um ótimo enredo. Isso, por si só, já foi suficiente para que o novo filme batesse recordes de bilheteria – a estreia já arrecadou mais que qualquer lançamento feito em dezembro na história.

O Hobbit é uma história lúdica sobre a vida. Anões gordos e preguiçosos, um mago e uma pequena criatura do Condado se unem em uma comitiva para retomar Erebor – um território perdido há anos pela fúria de um dragão chamado Smaug. Entre embates com trolls, auxílio de elfos e o aparecimento de criaturas místicas, a trama se desenvolve no mesmo ambiente característico já conhecido pelos fãs de Tolkien.

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Mas o filme em si não me surpreendeu tanto quanto o capitalismo. Sim, o capitalismo. Saio do cinema e me dirijo ao uma livraria do shopping em que estava. Lá, em exposição com grande destaque, encontro alguns livros que tratavam do assunto “Hobbit”. Eu achava que existia apenas um. E acertei, conforme o referencial. Há apenas um livro de seu criador, J.R.R. Tolkien, entretanto, há diversos genéricos espalhados por aí. Reparem nas bombas:

– Hobbit de A a Z.

– Encontrando Deus em o Hobbit (?????????????????????????????).

– A sabedoria do Condado.

Se valer a dica, passem longe! Basta ler a obra original para dispensar todos os genéricos.

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