Corinthians campeão

A estratégia de publicidade é perfeita para o caso: “contra todos”. Foi assim que o Sport Club Corinthians Paulista sagrou-se, na manhã do último domingo (16), campeão mundial de clubes. O Brasil secou, mas não deu. O time azeitado, preparado por um sólido projeto nos anos que antecederam o mundial, deu a resposta dentro do campo aos rivais. E tudo passou pelas mãos do gaúcho Tite, o maior treinador do Brasil na atualidade.

O Corinthians, todavia, é uma vez campeão mundial. O campeonato de 2000, organizado pela FIFA, não pode ser considerado, pois o clube paulista não foi campeão da Libertadores – critério de excelência para um time conquistar o direito de disputar a competição continental. Entretanto, a FIFA, dentro de suas decisões duvidosas, reconhece o título corintiano como o “primeiro”. É curioso. O São Paulo Futebol Clube, de acordo com este expediente, tem três libertadores e apenas um título mundial (conquistado em 2005). O Corinthians tem apenas uma libertadores e dois títulos mundiais. Não há uma inconsistência?

Admito que não assisti o jogo, mas liguei a TV para ver, ao vivo, o exato momento do gol. Azar meu, pois foi um tanto quando decepcionante (faço parte da grande massa que torce contra). Mas neste ano a sorte estava com o Corinthians. Sorte e competência, diga-se de passagem. É claro, sorte, competência e uma mãozinha da televisão que dá ao clube paulista, e ao Flamengo, quase o dobro do que oferece a Grêmio e Internacional, por exemplo. É verdade, os dois clubes lideram o ranking das cotas, pois possuem a maior torcida. Com a maior torcida, entretanto, mais jogos são exibidos e os melhores patrocínios são adquiridos. E falo isso com argumentos: seja qual for o canal, a televisão brasileira faz o Corinthians descer goela abaixo.

Se um clube ganha 84 milhões e o outro 55, já um desequilíbrio considerável. Com valores maiores é possível comprar jogadores melhores. A tendência, assim, é que no Brasil aconteça o que acontece na Espanha: o futebol se tornará apenas dois clubes (Barcelona e Real Madrid). Não estou tirando o mérito do Corinthians, pois o Flamengo, que ganha valor igual, terminou o campeonato brasileiro na rabeira da tabela, enquanto o clube paulista ganhou campeonato brasileiro (2011), a libertadores e mundial deste ano.

Mas, como afirmei, em uma época onde o futebol é dinheirismo, quem tem mais acaba seguindo uma tendência de conquistar mais. Esperemos que, no futuro, ainda haja competição entre clubes brasileiros e não supremacia.

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