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Achar um serviço que funcione sem reclamações dos clientes é uma tarefa digna de Hércules. Para tudo o consumidor se incomoda, seja nos prazos que não são cumpridos, na morosidade do atendimento ou na irritação pela quebra de expectativas. De casos como esses, os juizados estão cheios e as demandas só tendem a crescer se não houver um aprimoramento do atendimento por parte das empresas responsáveis.

Na manhã de ontem, a internet da NET caiu em minha casa. Quedas como essa são tão constantes que a surpresa vem quando não ocorrem. O serviço é insuficiente e nos abandona quando mais precisamos. O sinal se foi nas primeiras horas da manhã e assim perdurou pelo resto do dia, até suas últimas horas. Para minha felicidade – e necessitando rapidamente da rede para o trabalho – a internet voltou por volta das 11h da noite. O prejuízo, entretanto, já estava estabelecido.

Em relação a NET, o PROCON, recentemente, notificou a empresa para que aplique melhorias em seus serviços, principalmente nos call centers, que não respondem de forma eficiente as perguntas dos clientes. Isso sem contar outras coisas, como as misteriosas quedas de ligação durante solicitações de cancelamento. A iniciativa foi tomada em função de crescimento de 66% nas reclamações de janeiro a setembro de 2012. A SKY se encontra nessa mesma barca.

Mas os absurdos não param por aí. Em casa, algumas cortinas necessitavam lavagem. Levei-as até a lavanderia Chuá, uma das mais requisitadas da cidade Porto Alegre. Alguns dias depois, fui buscá-las e, para minha surpresa, a nota de pagamento apontava um valor bastante inferior ao combinado. De início, achei estranho, mas logo entendi o porquê. As cortinas haviam sido manchadas. O preço caiu, de R$ 121,00, para R$ 43,00 e alguns quebrados. Imaginem a guerra que foi até convencê-las que deveriam me dar cortinas novas? Não queiram imaginar, pois essa guerra ainda persiste.

E aí cresce o descrédito da população nos serviços oferecidos. Creio que isso seja um paradoxo do mercado: as empresas remuneram tão mal seus funcionários que eles acabam saindo rapidamente para oportunidades melhores. O segredo de um serviço eficiente é ter profissionais que fiquem longos anos em uma empresa, crescendo e passando por etapas dentro dela. Todavia, essa não parece ser a realidade do novo século. Trocar de emprego é como trocar de roupa.

De qualquer modo, não posso acusar essa justificativa como definitiva. Independente da rotatividade de funcionários, o cliente não tem culpa nessa realidade. É obrigação das empresas oferecer um atendimento de qualidade ao consumidor!

Entretanto, o serviço permanece ruim.

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